RESUMOS DE TESES E MONOGRAFIAS
Esta seção foi criada
no intuito de divulgar resumos de teses e monografias de nossos leitores, para
que a revista possa servir como fonte bibliográfica e de consulta. Serão
aceitos os trabalhos que tenham sido aprovados por entidades de ensino superior
cujo tema verse sobre Educação Física Escolar. Maiores
detalhes, ler a seção de NOTAS desta revista.
Iniciamos
nossa seção, divulgando os resumos das monografias elaboradas
pelos alunos dos Cursos de Especialização "lato sensu" em Educação
Física Escolar do Depto. de Educação
Física e Desportos da UFF, como trabalho de final de curso.
Aldecôa, Márcia Raquel. Comparação de desempenho de habilidades motoras de destros e canhotos. G.E.F./ U.F.F., 1993.
O objetivo deste estudo foi investigar se há diferenças significativas entre destros e canhotos na execução de testes de habilidades motoras. Foi aplicada uma bateria com os seguintes testes: impulsão horizontal, impulsão vertical, "shuttle-run", corrida de 50m, arremesso em distância, arremesso de precisão e chute. A amostra foi de 85 indivíduos, sendo 43 destros e 42 canhotos, com idade variando entre 10 e 16 anos. Também foi aplicado nos canhotos uma bateria de testes de lateralidade. Para a análise dos resultados utilizou-se o teste de t-Student com nível de significância a 0.05. A análise dos dados mostrou que nos testes de chute e arremesso em distância os canhotos têm desempenho semelhante aos destros (p <0.05). Nos testes de impulsão horizontal, velocidade e arremesso de precisão os destros desempenham melhor que os canhotos (p < 0.01). Nos testes de impulsão vertical e no "shuttle-run" este melhor desempenho dos destros é a nível de 0.005. Conclui-se que, pelo menos na amostra analisada, o desempenho dos canhotos em testes de habilidades motoras é igual ou pior que os destros. Sugere-se que outros estudos sejam feitos com modificações na definição dos indivíduos canhotos.
Andrade, Gilberto Silva de. Discriminação racial e educação física: o posicionamento dos professores diante das relações raciais. G.E.F./ U.F.F., 1994.
A partir da polêmica, da existência ou não da discriminação racial no Brasil, realizou-se este estudo com objetivo de verificar o posicionamento das professoras de educação física diante das relações raciais, pois o professor tanto pode atribuir para a sociedade mais justa e igualitária, como pode estar reproduzindo uma atividade discriminatória para os seus. Antes porém, faz-se necessário analisar criticamente a história do negro da escravidão até os dias atuais, "desmascarando" algumas facetas utilizadas pela classe dominante. Discute-se, também, sobre a discriminação racial na sociedade e sua relação com a Escola e a Educação Física, assim como algumas contribuições desta última com os estereótipo no processo de discriminação racial. Com o intuito de atender o objetivo do estudo, realizou-se uma análise dos questionários aplicados aos 45 professores do Município de São Gonçalo (RJ), com a ajuda do cálculo estatístico, a partir das hipóteses formuladas. Dessa maneira pode-se chegar às conclusões: de que os professores mostram-se bastante contraditórios no que se refere a discriminação racial, pois de um modo geral, parece reforçar a discriminação racial, mas em alguns momentos parecem lutar contra; a maioria dos professores acredita na existência da discriminação racial e 50% acham que a escola combate, sendo que diante de um caso de discriminação os professores, de um modo geral, relatam conversar com seus alunos; a maioria dos professores pesquisados (84%) negam ter uma atitude discriminatória, mas em alguns momentos voltam a cair em contradição; a maioria dos professores pesquisados (83%) ainda se encontram presos a características de trabalho que não analisam e nem discutem as contradições existentes na sociedade (tendências acríticas). A partir dai sugere-se estratégias de mudança no combate à discriminação racial.
Brettas, Maria Cândida. Avaliação de ensino na educação física nas escolas municipais de Niterói. G.E.F./ U.F.F., 1993.
O objetivo deste estudo foi investigar a atual prática da aferição do aproveitamento escolar dos professores de Educação Física nas escolas de Primeiro Grau (5a a 8a séries) da Rede Municipal de Ensino de Niterói. Como instrumento de investigação usamos um questionário composto por 20 perguntas sobre avaliação. Estas perguntas foram agrupadas e analisadas quanto ao conteúdo investigado (definição, função, relação com o objetivo, rendimento, freqüência de aplicação, participação dos alunos e isenção). Como matriz analítica utilizou-se os conceitos de avaliação e verificação. Concluímos que nos grupos relacionados com as questões teóricas da avaliação os professores praticam a aferição da aprendizagem como avaliação e nos grupos relacionados com as questões práticas da avaliação os professores demonstram que operam com verificação.
Barbosa, Cláudio Luís de Alvarenga. Uma abordagem filosófica da disciplina educação física, na formação do professor de 1a à 4a séries - um estudo de caso nos colégios de formação de professores da rede municipal de Nova Iguaçu, RJ G.E.F./ U.F.F., 1994.
Neste trabalho, foi nosso objetivo verificar as condições pedagógicas, em que se encontra a disciplina Educação Física no curso de formação de professores de 1a à 4a séries. Para isto foram distribuídos questionários aos professores de Educação Física do Curso Normal, a seus alunos e a professores de 1a a 4a séries já atuantes no magistério. O trabalho se limitou a estudar os 3 colégios da rede municipal de Nova Iguaçu/RJ que oferecem o Curso Normal. Após a comparação dos resultados com uma vasta literatura, chegamos a conclusão que a Educação Física no Normal precisa mudar. E neste sentido, este trabalho poderá ajudar os professores de Educação Física, a começarem a ter uma postura filosófica diante da realidade atual que se apresenta na maioria das Escolas Normais.
Côrtes, Adri Monteiro. Exercícios aeróbicos e saúde na escola. G.E.F./ U.F.F., 1994.
Um dos problemas da era moderna é o sedentarismo criado pela falta da prática de exercícios físicos regulares. Isto se dá porque as pessoas, com as facilidades hoje existentes, se esquecem que devem realizar algum esforço físico para manter os níveis mínimos de aptidão física necessários às suas atividades normais e ao seu lazer. A função da escola é contribuir para a diminuição do sedentarismo através da implantação da educação física para a saúde. A Educação Física para a saúde não deve ficar restrita à escola e por isto montamos um projeto aberto à comunidade, no período de férias escolares de janeiro. O projeto com aulas práticas e teóricas visa mostrar a importância dos exercícios físicos regulares para a saúde. Para reforçar os conteúdos teóricos segue uma apostila com todos os assuntos abordados nesta parte teórica. Achamos que a escola tem que assumir a posição de estimular a adoção de um estilo ativo de vida, contribuindo para a prevenção de doenças e melhores níveis da população.
Chaves, Simone Freitas. Separação de sexos na educação física: ainda? G.E.F./ U.F.F., 1993.
O estudo questiona a separação dos sexos na Educação Física, mostrando que é um modelo instaurado desde o início da sua prática no Brasil e que não atende mais às nossas expectativas educacionais. Alunos e professores são indagados sobre situações que envolvem as aulas mistas ou separadas, pretendendo-se levantar as opiniões sobre esses dois tipos de aula. Com a junção de meninos e meninas para a Educação Física pretende-se desmistificar antigos tabus, melhorar a aprendizagem com a troca de experiências, questionar os valores discriminatórios da sociedade, pertinentes a homem x mulher e ambientá-los numa metodologia, onde os conflitos de interesses possam ser discutidos com igualdade de direitos para a busca de soluções e tomada de decisões.
Souza, Marcelo Luiz de. Educação física escolar: "método popular", uma alternativa para o ensino do movimento humano numa perspectiva dialética. G.E.F./ U.F.F., 1994.
Este é um estudo teórico sobre as perspectivas de se avançar rumo à uma concepção dialética da Educação Física que supere a prática dominante. Por isto optou-se por criar o "MÉTODO POPULAR" para o ensino do movimento humano que incorpore o discurso sócio político em Educação Física dando objetividade à concepção dialética, na formação e no desenvolvimento da pessoa humana. O método prioriza a autonomia do indivíduo enquanto sujeito de sua própria história. Esta apresenta três etapas: Fase Pré-operacional, Operacional e Pós-operacional; sendo que a Fase Operacional (aula propriamente dita) se divide em: Subsídio ao aluno, Criação e execução da atividade, Sistematização e Avaliação. Se configura a partir de uma concepção do homem concreto inserido na realidade histórica da sociedade e da relação homem-mundo, na tentativa de se efetivar uma prática alternativa, democrática e popular em Educação Física.
Fontoura, Lourdes Nazareth. Disciplina em educação física, análise dos métodos francês e desportivo generalizado. G.E.F./ U.F.F., 1992
O presente estudo investiga a característica disciplinadora nos Métodos Francês e Desportivo Generalizado. O referencial teórico utilizado foi o Funcionalismo Estrutural e a obra Vigiar e Punir de Michael Foucault.
Melgar, Katia Regina de Oliveira Nascimento. Diagnóstico de educação física na faixa etária de 4 e 5 anos em escolas particulares. G.E.F./ U.F.F., 1994.
No desenvolvimento deste trabalho, foi feito um diagnóstico da atividade física para crianças de 4 e 5 anos, em escolas particulares. Diagnóstico este, feito através de questionários preenchidos por professores e coordenadores da pré-escola. Juntamente com este diagnóstico fizemos uma revisão da literatura sobre as características das crianças desta faixa etária, e dos objetivos a serem desenvolvidos na pré-escola. Este diagnóstico teve como objetivo saber se as atividades oferecidas atendem ou não as características e necessidades das crianças e conhecer o perfil do profissional que está atuando com as mesmas.
Muniz, Neyse Luz. O desenvolvimento das atitudes nas aulas de educação física escolar. G.E.F./ U.F.F., 1993.
O objetivo desse trabalho foi levantar o quanto o desenvolvimento das atitudes nas aulas de Educação Física pode auxiliar no processo de conscientização dos indivíduos em relação a si mesmos e ao contexto social em que vivem. Para isto realizamos um relato das tendências educacionais, das tendências da Educação Física Brasileira e do desenvolvimento das atitudes centradas nos princípios das tendências liberais e nos princípios de práticas baseadas em tendências progressistas.
Costa, Fatima Regina Coelho da. O brincar. G.E.F./ U.F.F., 1993
Uma pequena revisão bibliográfica, a necessidade do brincar para o desenvolvimento das crianças e algumas sugestões de ordem prática.